Os erros mais comuns em vídeos institucionais (e como evitá-los)

Equipe ImagemGo

Um vídeo institucional pode ter boas imagens, equipamentos profissionais e uma edição impecável e, ainda assim, não cumprir seu papel

Capa do post Os erros mais comuns em vídeos institucionais (e como evitá-los)

Um vídeo institucional é uma das formas mais completas de apresentar uma empresa. Ele pode contar sua história, mostrar sua estrutura, apresentar produtos e serviços, transmitir seus valores e, principalmente, ajudar o público a entender por que aquela empresa existe e o que ela tem a oferecer.

Mas produzir um vídeo institucional vai muito além de colocar uma trilha, algumas imagens bonitas e uma narração falando sobre a empresa.

Quando falta planejamento, é comum que o resultado fique genérico, longo demais ou simplesmente não consiga transmitir aquilo que a empresa gostaria.

Por isso, antes de começar uma produção, vale conhecer alguns dos erros mais comuns — e entender como evitá-los.


1. Tentar falar tudo em um único vídeo

Um dos erros mais frequentes é querer colocar absolutamente tudo no vídeo institucional. História da empresa, produtos, serviços, estrutura, números, missão, visão, valores, depoimentos, diferenciais, localização, equipe...

O resultado costuma ser um vídeo longo, com muita informação e pouca clareza sobre qual mensagem realmente deveria permanecer na cabeça de quem assiste.

Como evitar

Antes de pensar nas imagens ou no roteiro, defina qual é o principal objetivo do vídeo.

Ele será usado para apresentar a empresa para novos clientes? Reforçar autoridade? Atrair talentos? Apresentar uma nova unidade? Fazer parte de uma apresentação comercial?

A partir disso, fica mais fácil selecionar o que realmente precisa entrar na narrativa. Um bom vídeo institucional não precisa dizer tudo sobre uma empresa. Ele precisa dizer as coisas certas para aquele objetivo.


2. Não definir o público antes de produzir

Outro erro é produzir o vídeo pensando apenas no que a empresa quer falar, sem considerar quem vai assistir.

Um vídeo destinado a clientes pode ter uma abordagem diferente de um vídeo voltado para investidores, colaboradores, fornecedores ou candidatos a vagas.

Como evitar

Defina o público antes do roteiro.

Pergunte:

  • Quem vai assistir?
  • O que essa pessoa já sabe sobre a empresa?
  • O que ela precisa entender?
  • Que percepção queremos transmitir?
  • Qual ação esperamos depois do vídeo?

Essas respostas ajudam a definir linguagem, duração, ritmo, imagens e até a escolha dos entrevistados.


3. Transformar o vídeo em uma apresentação de PowerPoint

Listar informações não é o mesmo que contar uma história. Um vídeo institucional cheio de números, textos na tela e frases corporativas pode acabar parecendo uma apresentação transformada em vídeo.

O audiovisual oferece possibilidades muito maiores: pessoas, ambientes, processos, detalhes, movimento, entrevistas, imagens aéreas, sons e situações reais.

Como evitar

Sempre que uma informação puder ser mostrada em vez de apenas falada, considere mostrar.

Em vez de simplesmente dizer que uma empresa possui uma estrutura moderna, por exemplo, é possível apresentar essa estrutura através de imagens, acompanhar a rotina dos profissionais e mostrar como aquele espaço funciona na prática. Isso torna a comunicação mais visual e aproxima o público da realidade da empresa.


4. Usar imagens genéricas que poderiam representar qualquer empresa

Esse problema aparece principalmente quando o vídeo utiliza imagens de banco ou gravações que não têm relação direta com a realidade da empresa.

Uma pessoa apertando a mão de outra, uma reunião genérica, alguém digitando no computador...

Essas imagens podem ser bonitas, mas não necessariamente ajudam o público a conhecer aquela empresa.

Como evitar

Priorize imagens reais sempre que possível.

Mostre:

  • a estrutura da empresa;
  • os profissionais;
  • os processos;
  • os produtos;
  • os bastidores;
  • os clientes, quando apropriado;
  • a rotina;
  • os detalhes que fazem aquela empresa ser diferente.

O vídeo institucional é uma oportunidade de mostrar aquilo que o público não conseguiria conhecer apenas visitando o site ou o Instagram da marca.


5. Fazer um roteiro excessivamente corporativo

“Somos uma empresa referência em inovação, excelência e qualidade, comprometida com soluções personalizadas para nossos clientes.”

Frases como essa podem até descrever uma empresa, mas, quando aparecem em sequência, tornam o vídeo parecido com tantos outros. O problema não está necessariamente nas palavras, mas na falta de especificidade.

Como evitar

Troque afirmações genéricas por informações concretas. Em vez de apenas dizer que uma empresa é inovadora, mostre como ela inova. Em vez de dizer que possui uma equipe especializada, apresente as pessoas e explique o que elas fazem.

Em vez de falar que o atendimento é diferenciado, mostre situações que comprovem essa experiência. Quanto mais específica for a narrativa, mais personalidade o vídeo terá.


6. Escolher entrevistados sem pensar na narrativa

Entrevistas podem ser uma das partes mais importantes de um vídeo institucional, mas não basta escolher os cargos mais altos da empresa.

Um diretor pode explicar a visão do negócio. Um colaborador pode mostrar como determinado processo acontece. Um cliente pode trazer uma percepção externa sobre a marca. Cada pessoa pode cumprir uma função diferente dentro da narrativa.

Como evitar

Defina previamente por que cada entrevistado está no vídeo. Também é importante preparar perguntas que gerem respostas completas e naturais, em vez de simplesmente pedir que a pessoa repita informações institucionais.

Uma boa entrevista não precisa parecer decorada. Ela precisa contribuir para a história que o vídeo quer contar.


7. Gravar sem planejamento de produção

Mesmo um roteiro bem elaborado pode perder força quando a gravação não é planejada.

Locações, horários, iluminação, ruídos, disponibilidade dos entrevistados, equipamentos e logística precisam ser considerados antes do dia da gravação.

Isso é ainda mais importante quando a empresa continua funcionando normalmente durante a produção.

Como evitar

A pré-produção deve mapear tudo o que será necessário antes do REC:

  • roteiro;
  • locações;
  • cronograma;
  • equipe;
  • equipamentos;
  • entrevistas;
  • cenas necessárias;
  • autorização de uso de imagem;
  • logística;
  • possíveis planos alternativos.

Quanto melhor o planejamento, mais eficiente tende a ser o dia de gravação.


8. Investir na imagem e esquecer o áudio

Uma câmera profissional chama atenção, mas a qualidade de um vídeo não depende apenas da imagem.

Áudio com ruído, eco, volume irregular ou falas difíceis de entender pode comprometer a experiência de quem assiste.

Como evitar

O áudio precisa ser tratado como parte fundamental da produção.

Isso envolve a escolha dos microfones, o ambiente de gravação, a captação das entrevistas, a trilha sonora, a edição e a mixagem final.

Uma boa produção audiovisual precisa funcionar bem tanto para os olhos quanto para os ouvidos.


9. Colocar efeitos porque “o vídeo precisa ser dinâmico”

Transições, animações, textos e efeitos podem contribuir para um vídeo. Mas, quando são usados sem propósito, podem acabar desviando a atenção da mensagem.

O mesmo vale para cortes excessivos.

Como evitar

Cada recurso visual deve ter uma função.

Motion graphics podem ajudar a explicar um dado. Uma animação pode tornar um processo mais fácil de entender. Um corte pode melhorar o ritmo. Uma trilha pode reforçar determinada sensação.

A pergunta não deveria ser “qual efeito podemos colocar?”, mas “o que ajuda essa informação a ser melhor compreendida?”


10. Pensar apenas na versão final e esquecer onde o vídeo será usado

Outro erro comum é produzir um vídeo institucional pensando apenas em uma versão.

Mas o mesmo conteúdo pode ter diferentes usos: site, apresentação comercial, redes sociais, eventos, reuniões, campanhas de recrutamento e comunicação interna.

Como evitar

Pense na distribuição ainda durante o planejamento.

Dependendo do projeto, pode fazer sentido produzir:

  • vídeo institucional completo;
  • cortes para redes sociais;
  • teasers;
  • versões mais curtas;
  • trechos de entrevistas;
  • vídeos verticais;
  • conteúdos específicos para apresentações.

Isso permite aproveitar melhor o investimento feito na produção.

Afinal, como evitar esses erros?

A maioria desses problemas começa antes da gravação.

Um vídeo institucional bem produzido depende de uma sequência de decisões: entender o objetivo, conhecer o público, definir a mensagem, construir o roteiro, planejar a gravação, escolher a linguagem visual e pensar em como aquele conteúdo será utilizado depois de pronto.

Por isso, a produção não começa quando a câmera é ligada. Ela começa no briefing.

Na ImagemGo, cada projeto é desenvolvido considerando a realidade, os objetivos e a identidade de cada empresa. Da pré-produção à finalização, a ideia é transformar informações institucionais em uma narrativa audiovisual que faça sentido para quem está do outro lado da tela.

Porque um vídeo institucional não deve apenas mostrar uma empresa. Ele deve ajudar o público a entender, reconhecer e lembrar daquela marca.

Seu próximo vídeo institucional pode começar pelo planejamento

Se a sua empresa está pensando em produzir ou atualizar um vídeo institucional, contar com uma produtora desde as primeiras etapas pode fazer diferença no resultado final.

Fale com a ImagemGo e conte o que sua empresa precisa comunicar. A gente ajuda a transformar essa ideia em um projeto audiovisual.

ImagemGo — Mais que um REC. Muito além do PLAY.

Whatsapp